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Rádio Vila MorenaNão há machado que corte... |
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Karipande - (Tonito Fortunato?)
June 30, 2009 05:50 PM PDT
Karipande - (Tonito Fortunato?) E, já agora, de que ano?
Posted by Toke April 30, 2009 10:38 AM PDT
April 16, 2009 04:09 PM PDT
http://www.classicosdaradio.com/ 25 de Abril... Nunca Mais!!! Adelino Gomes, jornalistaApril 24, 2009 10:44 PM PDT
Retirado de: Clássicos da Rádio. http://www.classicosdaradio.com/ 1ª SenhaApril 15, 2009 06:59 PM PDT
E Depois do Adeus - Paulo de Carvalho
April 24, 2007 01:27 PM PDT
Quis saber quem sou
Em silêncio, amor
Tu vieste em flor
E depois do amor
E depois do amor
E Depois do Adeus
April 16, 2009 04:43 PM PDT
April 24, 2007 06:59 AM PDT
Grândola vila morena
Dentro de ti ó cidade
Em cada esquina um amigo
Terra da fraternidade
À sombra de uma azinheira
Grândola a tua vontade
Grândola Vila Morena - José afonso 5 - 1_Comunicado_do_MFA _-_4h20minApril 16, 2009 05:36 PM PDT
6 - Comunicado do MFA - 14h30min
April 16, 2009 05:40 PM PDT
7 - Cerco ao Quartel do Carmo
April 16, 2009 05:41 PM PDT
8 - Tiros
April 16, 2009 05:42 PM PDT
9 - Comunicado do MFA - 15h
April 16, 2009 05:43 PM PDT
10 - Ultimato de Salgueiro Maia à GNR
April 16, 2009 05:46 PM PDT
April 16, 2009 05:48 PM PDT
12 - Chegada do Gen. Spínola
April 24, 2009 10:49 PM PDT
13 - Entrada no Quartel do Carmo
April 16, 2009 05:53 PM PDT
14 - Saída de Marcelo Caetano
April 16, 2009 05:54 PM PDT
Proclamação do MFA
April 17, 2009 04:20 PM PDT
April 17, 2009 03:21 PM PDT
April 17, 2009 03:33 PM PDT
25 de Abril Registo
April 16, 2009 06:33 PM PDT
April 16, 2009 06:10 PM PDT
April 24, 2009 08:23 PM PDT
May 10, 2007 06:54 AM PDT
Manuel Freire - Pedra Filosofal March 18, 2007 10:24 AM PDT
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul. eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento. Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é cabo da Boa Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície lunar. Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. In Movimento Perpétuo, 1956 Cai Cai - Fernando TordoApril 21, 2009 06:15 PM PDT
April 21, 2009 05:41 PM PDT
As Mãos - Adriano Correia de Oliveira
April 17, 2009 05:48 PM PDT
March 25, 2007 08:10 PM PDT
Monangambê
O café vai ser torrado
Perguntem às aves que cantam,
Quem se levanta cedo?
Quem?
Quem faz o branco prosperar,
E as aves que cantam,
- "Monangambêêê..." Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras
- "Monangambêê...'" António Jacinto
March 25, 2007 06:56 PM PDT
Adeus à Hora da Largada Minha Mãe
Mas a vida
Eu já não espero
Sou eu minha Mãe
Hoje
Amanhã
Nós vamos em busca de luz
Adeus à Hora da Largada
March 25, 2007 06:34 PM PDT
QUEM TÁ GEMENDO?
Quem tá gemendo,
Gemido de negro é cantiga,
Gemem na minh'alma,
Quem tá gemendo,
Solano Trindade
April 12, 2009 03:25 PM PDT
Adriano Correia de Oliveira - Tejo Que Levas As Águas
April 12, 2009 01:36 PM PDT
April 11, 2009 11:45 PM PDT
Rádio Vila Morena
April 11, 2009 11:38 PM PDT
11 Tango dos pequenos burgueses - José Jorge Letria Ary dos Santos - Soneto PresenteMay 09, 2007 10:56 PM PDT
Luís Cília - Assim Cantamos April 11, 2009 10:42 PM PDT
Mário Viegas - Poema X
April 11, 2009 09:42 PM PDT
April 11, 2009 09:31 PM PDT
José Mário Branco - FMI
May 14, 2007 03:45 PM PDT
Vou, vou-vos mostrar mais um pedaço da minha vida, um pedaço um pouco especial, trata-se de um texto que foi escrito, assim, de um só jorro, numa noite de Fevereiro de 79, e que talvez tenha um ou outro pormenor que já não é muito actual. Eu vou-vos dar o texto tal e qual como eu o escrevi nessa altura, sem ter modificado nada, por isso vos peço que não se deixem distrair por esses pormenores que possam ser já não muito actuais e que isso não contribua para desviar a vossa atenção do que me parece ser o essencial neste texto.
FMI Cachucho não é coisa que me traga a mim
FMI Não há graça que não faça o FMI
Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
FMI Não há truque que não lucre ao FMI
Palavras, palavras, palavras e não só
FMI Não há lenha que detenha o FMI
Entretém-te filho, entretém-te, não desfolhes em vão este malmequer que bem-te-quer, mal-te-quer, vem-te-quer, ovomalt'e-quer, messe gigantesca, vem-te vindo, vi-me na cozinha, vi-me na casa-de-banho, vi-me no Politeama, vi-me no Águia D'ouro, vi-me em toda a parte, vem-te filho, vem-te comer ao olho, vem-te comer à mão, olha os pombinhos pneumáticos que te orgulham por esses cartazes fora, olha a Música no Coração da Indira Gandi, olha o Muchê Dyane que te traz debaixo d'olho, o respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito, né filho? Nós somos um povo de respeitinho muito lindo, saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho? Consolida filho, consolida, enfia-te a horas certas no casarão da Gabriela que o malmequer vai-te tratando do serviço nacional de saúde. Consolida filho, consolida, que o trabalhinho é muito lindo, o teu trabalhinho é muito lindo, é o mais lindo de todos, como o astro, não é filho? O cabrão do astro entra-te pela porta das traseiras, tu tens um gozo do caraças, vais dormir entretido, não é? Pois claro, ganhar forças, ganhar forças para consolidar, para ver se a gente consegue num grande esforço nacional estabilizar esta destabilização filha-da-puta, não é filho? Pois claro! Estás aí a olhar para mim, estás a ver-me dar 33 voltinhas por minuto, pagaste o teu bilhete, pagaste o teu imposto de transação e estás a pensar lá com os teus botões: Este tipo está-me a gozar, este gajo quem é que julga que é? Né filho? Pois não é verdade que tu és um herói desde de nascente? A ti não é qualquer totobola que te enfia o barrete, meu grande safadote! Meu Fernão Mendes Pinto de merda, né filho? Onde está o teu Extremo Oriente, filho? Ah-ni-qui-bé-bé, ah-ni-qui-bó-bó, tu és 'Sepuldra' tu és Adamastor, pois claro, tu sozinho consegues enrabar as Nações Unidas com passaporte de coelho, não é filho? Mal eles sabem, pois é, tu sabes o que é gozar a vida! Entretém-te filho, entretém-te! Deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho, trabalhinho, porreirinho da Silva, e salve-se quem puder que a vida é curta e os santos não ajudam quem anda para aqui a encher pneus com este paleio de Sanzala e ritmo de pop-xula, não é filho?
FMI dida didadi dadi dadi da didi
Come on you son of a bitch! Come on baby a ver se me comes! Come on Luís Vaz, 'amanda'-lhe com os decassílabos que os senhores já vão ver o que é meterem-se com uma nação de poetas! E zás, enfio-te o Manuel Alegre no Mário Soares, zás, enfio-te o Ary dos Santos no Álvaro de Cunhal, zás, enfio-te o Zé Fanha no Acácio Barreiros, zás, enfio-te a Natalia Correia no Sá Carneiro, zás, enfio-te o Pedro Homem de Melo no Parque Mayer e acabamos todos numa sardinhada ao integralismo Lusitano, a estender o braço, meio Rolão Preto, meio Steve McQueen, ok boss, tudo ok, estamos numa porreira meu, um tripe fenomenal, proibido voltar atrás, viva a liberdade, né filho? Pois, o irreversível, pois claro, o irreversívelzinho, pluralismo a dar com um pau, nada será como dantes, agora todos se chateiam de outra maneira, né filho? Ora que porra, deixa lá correr uma fila ao menos, malta pá, é assim mesmo, cada um a curtir a sua, podia ser tão porreiro, não é? Preocupações, crises políticas pá? A culpa é dos partidos pá! Esta merda dos partidos é que divide a malta pá, pois pá, é só paleio pá, o pessoal na quer é trabalhar pá! Razão tem o Jaime Neves pá! (Olha deixaste cair as chaves do carro!) Pois pá! (Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?) É pá, deixa-te disso, não destabilizes pá! Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata. Uma porra pá, um autentico desastre o 25 de Abril, esta confusão pá, a malta estava sossegadinha, a bica a 15 tostões, a gasosa a sete e coroa... Tá bem, essa merda da pide pá, Tarrafais e o carágo, mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah? Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah? Quem é que não se calava, quem é que arriscava coiro e cabelo, assim mesmo, o que se chama arriscar, ah? Meia dúzia de líricos, pá, meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro, pá, isto é tudo a mesma carneirada! Oh sr. guarda venha cá, á, venha ver o que isto é, é, o barulho que vai aqui, i, o neto a bater na avó, ó, deu-lhe um pontapé no cu, né filho? Tu vais conversando, conversando, que ao menos agora pode-se falar, ou já não se pode? Ou já começaste a fazer a tua revisãozinha constitucional tamanho familiar, ah? Estás desiludido com as promessas de Abril, né? As conquistas de Abril! Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho, né filho? E tu fizeste como o avestruz, enfiaste a cabeça na areia, não é nada comigo, não é nada comigo, né? E os da frente que se lixem... E é por isso que a tua solução é não ver, é não ouvir, é não querer ver, é não querer entender nada, precisas de paz de consciência, não andas aqui a brincar, né filho? Precisas de ter razão, precisas de atirar as culpas para cima de alguém e atiras as culpas para os da frente, para os do 25 de Abril, para os do 28 de Setembro, para os do 11 de Março, para os do 25 de Novembro, para os do... que dia é hoje, ah? FMI Dida didadi dadi dadi da didi
Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho? Todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade? Esta merda não anda porque a malta, pá, a malta não quer que esta merda ande, tenho dito. A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade? Quer isto dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular! Somos todos muita bons no fundo, né? Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, né? Somos todos, ou anti-comunistas ou anti-faxistas, estas coisas até já nem querem dizer nada, ismos para aqui, ismos para acolá, as palavras é só bolinhas de sabão, parole parole parole e o Zé é que se lixa, cá o pintas azeite mexilhão, eu quero lá saber deste paleio vou mas é ao futebol, pronto, viva o Porto, viva o Benfica, Lourosa, Lourosa, Marraças, Marraças, fora o arbitro, gatuno, bora tudo p'ro caralho, razão tinha o Tonico de Bastos para se entreter, né filho? Entretém-te filho, com as tuas viúvas e as tuas órfãs que o teu delegado sindical vai tratando da saúde aos administradores, entretém-te, que o ministro do trabalho trata da saúde aos delegados sindicais, entretém-te filho, que a oposição parlamentar trata da saúde ao ministro do trabalho, entretém-te, que o Eanes trata da saúde à oposição parlamentar, entretém-te, que o FMI trata da saúde ao Eanes, entretém-te filho e vai para a cama descansado que há milhares de gajos inteligentes a pensar em tudo neste mesmo instante, enquanto tu adormeces a não pensar em nada, milhares e milhares de tipos inteligentes e poderosos com computadores, redes de policia secreta, telefones, carros de assalto, exércitos inteiros, congressos universitários, eu sei lá! Podes estar descansado que o Teng Hsiao-Ping está a tratar de ti com o Jimmy Carter, o Brezhnev está a tratar de ti com o João Paulo II, tudo corre bem, a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas. A ver quem vai ser capaz de convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou! Hão te convencer de que a culpa é tua e tu sem culpa nenhuma, tens tu a ver, tens tu a ver com isso, não é filho? Cada um que se vá safando como puder, é mesmo assim, não é? Tu fazes como os outros, fazes o que tens a fazer, votas à esquerda moderada nas sindicais, votas no centro moderado nas deputais, e votas na direita moderada nas presidenciais! Que mais querem eles, que lhe ofereças a Europa no natal?! Era o que faltava! É assim mesmo, julgam que te levam de mercedes, ora toma, para safado, safado e meio, né filho? Nem para a frente nem para trás e eles que tratem do resto, os gatunos, que são pagos para isso, né? Claro! Que se lixem as alternativas, para trabalho já me chega. Entretém-te meu anjinho, entretém-te, que eles são inteligentes, eles ajudam, eles emprestam, eles decidem por ti, decidem tudo por ti, se hás-de construir barcos para a Polónia ou cabeças de alfinete para a Suécia, se hás-de plantar tomate para o Canada ou eucaliptos para o Japão, descansa que eles tratam disso, se hás-de comer bacalhau só nos anos bissextos ou hás-de beber vinho sintético de Alguidares-de-Baixo! Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acho normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar! Descontrai baby, come on descontrai, arrefinfa-lhe o Bruce Lee, arrefinfa-lhe a macrobiótica, o biorritmo, o euroscópio, dois ou três ofeneologistas, um gigante da ilha de Páscoa e uma Grace do Mónaco de vez em quando para dar as boas festas às criancinhas! Piramiza filho, piramiza, antes que os chatos fujam todos para o Egipto, que assim é que tu te fazes um homenzinho e até já pagas multa se não fores ao recenseamento. Pois pá, isto é um país de analfabetos, pá! Dá-lhe no Travolta, dá-lhe no disco-sound, dá-lhe no pop-xula, pop-xula pop-xula, iehh iehh, J. Pimenta forever! Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti, não te chega para o bife? Antes no talho do que na farmácia; não te chega para a farmácia? Antes na farmácia do que no tribunal; não te chega para o tribunal? Antes a multa do que a morte; não te chega para o cangalheiro? Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir, cabrões de vindouros, ah? Sempre a merda do futuro, a merda do futuro, e eu ah? Que é que eu ando aqui a fazer? Digam lá, e eu? José Mário Branco, 37 anos, isto é que é uma porra, anda aqui um gajo cheio de boas intenções, a pregar aos peixinhos, a arriscar o pêlo, e depois? É só porrada e mal viver é? O menino é mal criado, o menino é 'pequeno burguês', o menino pertence a uma classe sem futuro histórico... Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos! Deixem-me em paz porra, deixem-me em paz e sossego, não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho, não há paciência, não há paciência, deixem-me em paz caralho, saiam daqui, deixem-me sozinho, só um minuto, vão vender jornais e governos e greves e sindicatos e policias e generais para o raio que vos parta! Deixem-me sozinho, filhos da puta, deixem só um bocadinho, deixem-me só para sempre, tratem da vossa vida que eu trato da minha, pronto, já chega, sossego porra, silêncio porra, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me morrer descansado. Eu quero lá saber do Artur Agostinho e do Humberto Delgado, eu quero lá saber do Benfica e do bispo do Porto, eu quero se lixe o 13 de Maio e o 5 de Outubro e o Melo Antunes e a rainha de Inglaterra e o Santiago Carrilho e a Vera Lagoa, deixem-me só porra, rua, larguem-me, zórpila o fígado, arreda, 'terneio' Satanás, filhos da puta. Eu quero morrer sozinho ouviram? Eu quero morrer, eu quero que se foda o FMI, eu quero lá saber do FMI, eu quero que o FMI se foda, eu quero lá saber que o FMI me foda a mim, eu vou mas é votar no Pinheiro de Azevedo se eu tornar a ir para o hospital, pronto, bardamerda o FMI, o FMI é só um pretexto vosso seus cabrões, o FMI não existe, o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma, o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio, rua, desandem daqui para fora, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe... Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.
Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou: Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir. Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores. De quem é o carvalhal? É nosso! Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso. Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena. Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois. Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe, no fundo deste mar, encontrareis tesouros recuperados, de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco. Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos, o meu canto e a palavra, o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo, dos vossos antepassados que ainda não nasceram. A minha arte é estar aqui convosco e ser-vos alimento e companhia na viagem para estar aqui de vez. Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes. Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto. José Mário Branco - FMI Madredeus - Brasil
May 11, 2007 03:28 PM PDT
Zeca Afonso - Avenida de Angola
May 10, 2007 01:50 AM PDT
Dum botao de branco punho
Vem Ana, vem Serafina
Zeca Afonso
Despertar - Carlos Paredes
May 09, 2007 11:14 PM PDT
Luís Cília - Até Quando
May 09, 2007 10:47 PM PDT
Ary dos Santos - Retrato do Povo de Lisboa
May 09, 2007 08:46 PM PDT
Chico Buarque - Fado Tropical
April 28, 2007 05:15 PM PDT
Oh, musa do meu fado
Mas não sê tão ingrata
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Com avencas na caatinga
"Meu coração tem um sereno jeito
Se trago as mãos distantes do meu peito
Quando me encontro no calor da luta
Guitarras e sanfonas
Carlos do Carmo - Canção de madrugar
April 08, 2007 08:30 AM PDT
Fernando Lopes Graça - Não há machado que corte
April 08, 2007 08:16 AM PDT
Coro da Academia de Amadores de Música com Olga Prats ao piano Solo
Carlos de Oliveira, As Canções Heróicas Fernando Tordo - Cavalo à solta
April 08, 2007 08:09 AM PDT
Adriano Correia de Oliveira - Canção com lágrimas
April 08, 2007 07:44 AM PDT
Rui Mingas - Minha Terra, Nossa Terra
April 04, 2007 09:27 PM PDT
Rui Mingas - Meninos do Huambo
April 04, 2007 07:54 PM PDT
Os meninos do Huambo .
Com fios feitos de lágrimas passadas
Com os lábios de dizer nova poesia
Os meninos à volta da fogueira
Com os sorrisos mais lindos do planalto
Dividem a chuva miudinha pelo milho
Os meninos à volta da fogueira
Palavras sempre novas, sempre novas
Assim contentes à voltinha da fogueira
Fausto - Carta De Um Contratado
April 01, 2007 08:54 PM PDT
Carta de um Contratado
Eu queria escrever-te uma carta
Eu queria escrever-te uma carta
Eu queria escrever-te uma carta
Eu queria escrever-te uma carta...
Fernando Tordo - Tourada
March 26, 2007 12:52 PM PDT
Não importa sol ou sombra
Entram guizos chocas e capotes
Entram vacas depois dos forcados
Com bandarilhas de esperança
Nós vamos pegar o mundo
Entram velhas doidas e turistas
Entram cavaleiros à garupa
Entram empresários moralistas
E diz o inteligente
Adriano Correia de Oliveira - E alegre se fez triste
March 26, 2007 12:20 PM PDT
Aquela clara madrugada que
Ela só viu meus dedos nos teus dedos
A clara madrugada em que parti
E viu que a pátria estava toda em ti
Zeca Afonso - Maio, maduro maio
March 18, 2007 11:53 AM PDT
Zeca Afonso - Canta camarada
March 18, 2007 10:59 AM PDT
Zeca Afonso - Traz outro amigo também
March 18, 2007 10:44 AM PDT
Zeca Afonso - Cantigas do Maio
March 18, 2007 10:23 AM PDT
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